Deixem-se lá dos negócios e façam bebés

Bebes

É uma realidade no nosso Portugal. Nascem mais negócios que bebés.

Consigo tirar algumas conclusões, embora precipitadas e sem saber o que vai nas cabecinhas pensantes do nosso povo português, que gosta tanto ou tão pouco dele próprio que será que quer acabar com a espécie? Ou será que as nossas mentes são tão brilhantes que pensamos “deixa-me lá por isto a andar que ainda vou ficar rico”.

É verdade, nasceram menos 3830 bebés no primeiro semestre deste ano comparando com o mesmo período do ano passado. A balança natural nunca esteve tão leve de nascimentos. Ao contrário dos negócios que nascem mais de 150 por dia.  Quer isto dizer que nem com o aperto da Alemanha e a história da crise decidimos juntar os trapinhos, fazer bebés e ser felizes…depois não sobra dinheiro para os festivais de verão, as férias em Bali no Inverno e os 15 dias em Albufeira no Verão.

Pois é…não dá para tudo!

Ainda para mais agora com os cortes salariais. Preferimos apertar com as poupanças, dar asas à imaginação e criar produtos e negócios sem procura para os sustentar. Tempo até tenho mas não dá…tenho medo, são 9 meses e uma vida toda. É um grande investimento. Um empresa é bem mais fácil, 1 minuto, zero euros e tem muito mais estilo ser empresário do que ser pai.

Alguns conselhos:

1- A crise não vai passar. Já chegou há mais de 5 anos e gostou de Portugal, do calor, da praia, da segurança, da falta de regras e subsídios garantidos. Mais ou menos o que sentem os emigrantes quando cá chegam. Isto é bom demais, “não da p’ra ir embora não”. E é por isto também que muitos de nós ainda cá estamos.

2- Aproveitem as reformas! Não as vossas, que provavelmente nunca verão, mas as dos avós. Que mais prazer pode dar a um  (a) que ir buscar o neto à escola, fazer a sopinha, dar uma roupinha, fazer babysitting e dar uso à sua imensa sabedoria adquirida ao longo dos seus 60 anos de vida. Os miúdos adoram os avós e com eles aprendem coisas que guardarão para o resto da sua vida.

3 – Tenham fé. Temos tanta fé no futebol, na crise que vai passar, no Euromilhões, nos políticos, na sorte. Então entreguemo-nos ao fado e se formos com Deus não estamos sós!

 

Um pensamento sobre “Deixem-se lá dos negócios e façam bebés

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