Não concordo. Mais com mais dá mais e mais com menos dá menos.
O que gostamos é o que nos une. De onde vimos ainda nos une mais e a atitude que temos leva-nos longe. Ouvi dizer muitas vezes “ah e tal, somos tão diferentes que nos complementamos”. E haverá tempo para essa complementaridade nos dias de hoje? Parece-me pouco provável. Para alguns haverá certamente mas para nós não há de todo. “Somos iguais, temos os mesmos valores e a mesma atitude perante a vida”, isto sim é o presságio para um caso de sucesso.
Na verdade não há mesmo tempo. E o que somos hoje já ninguém nos tira, está pregado a nós como Cristo na cruz. E quando gostamos do que somos nada mais promissor do que gostar e estar com alguém que, como nos é tão comum, com um piscar de olhos facilmente nos tira as medidas.
Que perda de tempo essa de sermos tão diferentes que temos que arranjar tempo para identificar semelhanças que por vezes nos levam uma vida inteira a descobrir. Que perda de tempo essa o moldarmo-nos ao outro cada um “à sua maneira”.
A vida é curta, o tempo é escasso. Somos todos diferentes, mas há certamente uns menos diferentes que outros. Procurem, vivam, experienciem, porque, como já alguém dizia, só há uma tampa para cada panela.
