
Todos os olhos estão virados e alguns vidrados de lágrimas para o verde que virou preto nos últimos meses no nosso país.
A questão que se coloca não é mais o curto prazo, o assistir a esta tragédia ano após ano sem agir com mão firme, mas sim o longo prazo, sobre o qual Portugal e os políticos gostam pouco de reflectir. Nos últimos 17 anos temos menos 2.500.000 hectares de área verde em Portugal, que resulta em 147.000 hectares por ano, ou seja 403 hectares por dia, ou seja 0,36 m2 por habitante (considerando 11.000.000). Assustador o que cada um de nós perde pelo que poucos de nós resolvem fazer de forma gratuita e inesperada.
Estamos preocupados com os impostos, com a dívida, com os salários, com a falta de emprego e com tantos outros factores que tiram competitividade à nossa pequena economia esquecendo o que perdemos com a redução drástica de espaços naturais.
Como em tudo, há que olhar para o lado positivo. Vamos ter todos a oportunidade/obrigação de plantar pelo menos uma árvore porque todos nós como povo português perdemos um pedaço de verde.
Como alguns dizem, há 3 coisas que devemos fazer antes de morrer. Escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore. Mais do que nunca, vamos lá contribuir.
Cabe-nos a todos escolher de que cor queremos pintar o nosso país.
“A única vantagem de se brincar com o fogo é aprendermos a não nos queimarmos”. Oscar Wilde (1854-1900) dramaturgo e romancista britânico (irlandês)
