
Lembram-se do que era a Babilónia? Esses jardins suspensos há muito tempo atrás plantados e ainda hoje proclamados?
Sabem o que é a Babilónia? Os que sim espantem-se porque para mim a imagem era, até então, um tanto ou quanto opaca. Mesopotamia, quase a nossa “Entre Rios” mas só mesmo de nome.
Velhos bons tempos onde a civilização apenas se imaginava e começava a dar os primeiros passos. O surgir do “urbano” faz-nos pensar e transportar para o ano VI a.c. e pensar no quanto o mundo de hoje se tornou urbano e cada vez menos civilizado.
Entre os vários povos, os “Amoritas”, os quais edificaram o Primeiro Império Babilónico no grande Império e centro administrativo que era a Babilónia, demonstravam-se um povo interessante para a época.
Hammurabi, autor do grande Código das Leis. Tudo era muito prático e “Orgãos de Defesa dos Direitos Humanos” e coisas do género por ali não se avistavam. A severidade era a palavra de ordem, mas reinava a Justiça “A pena era equivalente à falta cometida”.
O Slogan “Olho por olho, dente por dente”
Ao urbanismo e crescente aparição da semente da civilização, veio juntar-se a noção de tempo! Tempo, tempo, hoje há tempo? Talvez por isso 3 tanto valor. Não podemos deixar de dizer que o início da civilização foi estrategicamente pensado naquele lugar, entre o Rio Tigre e o Eufrates, por ser um ponto de muita fertilidade. Tudo nascia, crescia e se aproveitava naquele lugar paradisíaco, que nenhum de nós algum dia poderá ver, mas só e apenas imaginar.
Junto e bebendo da mesma fertilidade estava a tão conhecida, e já de nome, um tanto ou quanto gasto, “Torre de Babel”. Com 250 metros dava a ideia de que esticando o braço conseguíamos tocar, mesmo que fosse só com um dedo, na casa dos Deuses, o Céu.
A ambição – «Vamos construir uma cidade e uma torre, cujo cimo atinja os céus. Assim, havemos de nos tornar famosos para evitar que nos dispersemos por toda a superfície da terra.»
A frontalidade – Como era preciso colocar figuras tridimensionais, numa superficíe bidimensional, a imagem sofria um rígido processo de distorção: onde a cabeça, pernas e pés eram representados de perfil e o busto de frente.
A fertilidade – Tudo se cultivava e tudo se criava.
A justiça – Olho por olho, dente por dente.
Estes valores são infelizmente valores que por vezes nos esquecemos do seu significado, ficam apagados no nosso dia-a-dia e quase invisíveis na nossa vida. Há valores que por muito que mude o mundo, as pessoas, as culturas, as civilizações, as religiões, os anos, não os poderemos deixar cair, e por isso é sempre bom olhar para trás e pensar que, se há séculos e séculos eles foram descobertos, e se nos dias de hoje continuam a ser discutidos, embora modificados, mas sempre muito presentes…é porque são de facto importantes.
Pensemos em nós.
Lembram-se afinal?
